Andanças pela República
No dia de hoje (17/05/2025) fui no evento Cryptorave, um evento que já ouvi falar outros anos, mas nunca tive muito interesse. Esse ano comecei a me envolver mais com outros lados da internet, ter contato com softwares livres e possuir meus dados, assim fiquei com certo interesse pelo evento. Mês passado descobri que ele iria acontecer, mas fiquei com receio de ir, bastou um "Bora, po" e eu fui haha
Mas esse texto não é sobre o evento em si, terá outro sobre esse tema, aguardem. Nesse post vou comentar sobre o bairro da República em São Paulo, onde ocorreu o evento.
Faz muito tempo que não ando pela República em um sábado, fui recentemente em um domingo e em um tempo mais distante no meio da semana. A perspectiva do bairro nesse sábado me intrigou, era um bairro vivo. As ruas que já passei várias vezes em épocas de carnaval com bloquinhos, gente colorida e quase sem roupa estavam diferentes hoje.
Nesse sábado qualquer, vi pessoas diversas nas ruas, cada qual com seu cabelo diferente, roupa que caracterizava seu estilo, uniforme de trabalho, vi gente de terno e sapato, gente de camiseta de time e chinelo. Observei bares e restaurantes animados, o sol estava fraco, mas existente, senti o clima de uma cidade pulsando. Digo isso também no sentido de sobrevivência, visto que é uma região com muitas pessoas dormindo na rua, revirando lixos para procurar alimento e todas as outras formas para sobreviver, afinal é a região central da maior metrópole da América Latina.
Além das próprias pessoas, conheci a biblioteca Mário de Andrade, já ouvi falar muito dela, mas nunca soube onde era exatamente. Quem diria que já passei várias vezes na frente seguindo blocos de carnaval, mês passado fui na galeria metrópole que fica DO LADO e jamais imaginaria que um prédio daquele tamanho no meio da praça Dom José Gaspar pudesse ser esse local tão importante para a cultura da cidade.
Após o evento, por volta de 16h30, estava voltando ao metrô República e lembrei que existia um Rei do Mate algum lugar ali perto e decidi procurar.
Pequena digressão: um dia uma amiga me esclareceu que o totem com símbolo do metrô e uma escada para o subsolo em frente não era uma sinalização óbvia para indicar que a entrada do metrô. Achei extremamente curioso e nunca tinha pensado nisso, fica aí a reflexão para quem é e quem não é de São Paulo haha
No caminho para o Rei do Mate, vi um Cine República que não parecia muito um cinema, uma loja de tecidos africanos, um barbeiro e alguns estabelecimentos comuns de São Paulo que são tanto bares quanto restaurantes quanto padarias.
Consegui minha bomba de açaí no Rei do Mate e voltei para o metrô, intrigado com o outro olhar que adquiri sobre o bairro da República.
